14 Junho, 2009

Vencer, meu Furacão!!

Primeira vitória na Ilha do Retiro (foto da Agência Estado)

Primeira vitória na Ilha do Retiro (foto da Agência Estado)

Como é bom vencer, não é mesmo? Fazia tempo que não sentíamos esse gostinho. Mas quando a bola rolou e o Sport perdeu uma chance incrível logo aos 15 minutos, eu senti que era o dia. O time se defendeu bem e teve sorte, o que faltou em outros jogos, especialmente contra o São Paulo e contra o Náutico. Nestas duas outras partidas, o Furacão também poderia ter vencido, mas ficou no quase.

Ontem, mais uma vez Rafael Santos apareceu em um escanteio e marcou o gol solitário. Não fosse isso e o jogo terminaria sem gols. Não seria um desastre, mas estaríamos numa situação muito mais delicada.

Paulo Baier estreou e foi muito bem em função das circunstâncias: fora de ritmo, poucos treinos com o time e vaias da torcida a cada vez que pegava na bola. Não foi brilhante, mas organizou o time, mostrou que é o camisa 10 que faltava. Será que agora o futebol de Marcinho não pode subir muito de produção? Com a responsabilidade em Baier, talvez tenha mais espaço para Marcinho. Eu ainda acredito.

Gostei também do Zé Antonio, que entrou no final no lugar do Raul e mostrou muita vontade. Waldemar também deu chances a Fransérgio, que pode cavar um lugarzinho nesse time. Vamos ver agora como ficará o time para o jogo contra o Palmeiras, de Luxemburgo. Aliás, será curioso esse confronto. Luxemburgo, cliente de Malucelli, patrão de Waldemar e Ocimar…

11 Junho, 2009

Musas do Brasileirão

O site GloboEsporte.com teve uma grande sacada há alguns anos: lançar um concurso de musas do Campeonato Brasileiro. A ideia era fazer um concurso de miss, só que ao invés de as candidatas representarem cidade/estado/país representariam os clubes. Até aí nada de muito inovador. Mas nos últimos anos o formato foi sendo modificado e a parceria com o programa Caldeirão do Huck tornou o negócio mais interessante. Isso porque muitas meninas lindas se interessaram em participar, criando perfis no mesmo site que recebe candidatos ao BBB.

Agora, o concurso está na sua fase “semifinal”, digamos assim. Cada clube da Série A tem três candidatas. A torcida tem de escolher a musa do seu clube para que ela concorrra à grande final.

As três candidatas do Atlético foram muito bem selecionadas. A votação vai até o dia 21. Com vocês, Caroline Pires Rubilar, Cibele Mello e Mahara:

Caroline Rubilar

Caroline Rubilar

Cibelle Mello

Cibele Mello

Mahara

Mahara de Oliveira

Qual é a sua favorita? Visite o Musas do Brasileirão e vote.

11 Junho, 2009

Tudo mudou

Fiquei quase uma semana sem postar e muita coisa mudou no Atlético. Algumas para melhor, outras para pior. Vamos aos pitacos sobre os temas mais importantes, para não deixar passar em branco para a posteridade:

DESASTRE

O que falar do jogo contra o Atlético Mineiro? Acho que o presidente Marcos Malucelli definiu bem: desastre. Tragédia, vergonha, humilhação, lástima. Todas essas palavras também serviriam para descrever o que eu e mais 15 mil atleticanos passamos na Arena e mais de um milhão de rubro-negros sofreram espalhados por todo o mundo. O jogo foi terrível. Foi uma das piores apresentações do Atlético nos últimos anos, e olha que não foram poucas. Faltou técnica, faltou tática, faltou vontade. Desde o primeiro gol do Galo, todo mundo já sabia que não tinha mais chance e foram levando um gol atrás do outro.

GENINHO

Quando o próprio técnico chega à conclusão de que não tem mais condições de continuar quem é que vai contrariá-lo? A despedida de Geninho não deixou de ser emocionante. Ele estava visivelmente abalado, a voz trêmula. Temos de lembrar de tudo de bom que Geninho fez pelo Atlético, a começar por 2001, passando pelo ano passado e, bem ou mal, pelo título paranaense deste ano.

Geninho foi embora, mas não tinha mais como continuar

Geninho foi embora, mas não tinha mais como continuar

Mas não dá para fechar os olhos para os erros cometidos neste ano. O primeiro foi apostar num elenco fraco tecnicamente e frágil psicologicamente – o próprio Geninho deixou escapar que esse grupo só rendia quando era questionado. Depois, a falta de trabalho. O que se comenta nos bastidores é que Geninho não trabalhava muito. Não insistia nos treinamentos, não tirava o sangue dos caras. É difícil comentar em cima de boatos, mas é nítido que o time não tinha jogadas ensaiadas, não tinha variações técnicas e os jogadores estavam pecando em fundamentos básicos. Por isso, é provável que essa teoria do pouco trabalho do técnico seja verdadeira.

Poderia falar mais ainda sobre Geninho, como o desânimo que ele já estava aparentando há muito tempo e as bobagens que cometeu ao comentar a política do clube, mas o fato é que são águas passadas e não há benefício algum para o Atlético ficar remoendo esses problemas. Boa sorte ao Geninho na sua carreira. Aqui, ele sempre terá um porto seguro e gratidão por tudo o que fez. Ah, não poderia deixar de comentar que ao ir embora ele ainda foi muito digno com o Atlético ao combinar que seu filho, André Souto, permanecesse no clube na transição dos treinadores. Saiu pela porta da frente, apesar dos pesares.

TERÇA GORDA

A terça-feira foi de muitas mudanças. De cima para baixo, ficamos sabendo que Ocimar Bolicenho será diretor de futebol remunerado e que Valmor Zimermann não voltará mais ao clube. Acho que o Atlético saiu perdendo nessa. Por que não os dois? Valmor poderia ficar como um vice-presidente de futebol e Ocimar no dia-a-dia. Sinceramente, não sei o que esperar de Ocimar. Tem formação em gestão esportiva e uma boa gestão no Paraná, mas trabalhos apagados em outros clubes. Espero que pelo menos tenha vontade de fazer seu nome na terra natal. O Atlético oferecerá todas as condições, basta que ele aproveite.

Comissão técnica: Waldemar Lemos, Carlos Alberto, Riva de Carli, Marco Tedeschi. Aí eu gostei muito. Tedeschi e Riva são atleticanos. Quem não lembra do Tedeschi nos álbuns de figurinha do Campeonato Brasileiro? Era presença certa no Furacão! Dentro de campo, jogou pouco porque era um goleiro baixo, apesar de boa qualidade. Riva dispensa apresentações. Foi a melhor notícia do dia. Dá orgulho de ter um cara assim, que aceita deixar o Flamengo para voltar ao Furacão e no dia seguinte já está comandando treino no CT. Riva, aqui é a sua casa. Desta vez, espero que você fique por muito mais tempo e não seja defenestrado por pessoas que não manjam de bola.

Waldemar, que levou o Cabofriente à final da Taça Rio (foto: Leo Borges)

Waldemar, que levou o Cabofriente à final da Taça Rio (foto: Leo Borges)

Waldemar Lemos e seu auxiliar Carlos Alberto trocaram o Náutico pelo Furacão. Vou na contramão da maioria da torcida: eu gostei. Quem acompanha futebol de perto, sabe do prestígio que o Waldemar tem. É um cara com muita experiência, trabalhou em grandes clubes do país e não é nenhum novato. Foi muito bem no Flamengo, armou um time que depois fez a fama de Ney Franco. Vale lembrar que foram os próprios jogadores que pediram para Waldemar ser efetivado como técnico, o que conta e muito para o currículo dele. Também fez um bom trabalho no Cabofriense, embora tenha fracassado no Paulista e no Joinville. Vamos ver o que vai dar, mas eu achei uma boa aposta. O duro é que o momento é muito difícil e a tabela do Atlético no Brasileiro é ferrada (já deram uma olhada nos nosso próximos jogos?)! Waldemar Lemos vai ter de trabalhar muito e precisar muito da sorte, senão não vai vingar.

Ufa, acho que consegui comentar todos os assuntos da semana. Espero que essas mudanças sirvam para chacoalhar o rubro-negro. A fase é péssima e as perspectivas não são animadoras. Mas o Atlético não cansa de nos surpreender. Vamos sair dessa, galera.

5 Junho, 2009

Baier é a salvação?

Resisti à tentação de usar como título do post o trocadilho-clichê “se é Baier, é bom”. Mas o fato é que o veterano meio-campista é mesmo um jogador de reconhecida qualidade técnica e teve excelentes atuações com as camisas do Goiás, Criciúma e Palmeiras (muita gente esquece, mas ele foi muito bem no Palmeiras; seu retorno para o Goiás foi até surpreendente na época). Todo mundo sabe que ele só deixou o Sport graças a uma discussão mal explicada com o técnico Nelsinho. Não fosse isso e o Sport não abriria mão dele (tanto é que o Leão tentou de todo jeito convencê-lo a ficar em Recife). Por isso, achei uma ótima contratação.

Alguns torceram o nariz porque se trata de um jogador caminhando para os seus 35 anos. De fato, Paulo Baier não é mais um garoto e nossa experiência recente com veteranos (Alberto, Kelly, Gustavo) foi traumática. Mas olhando para os outros times, o que se percebe é que no futebol brasileiro de hoje muita gente com mais de 30 está jogando e em bom nível. Não precisa ir muito longe: Marcelinho Paraíba é a referência do Coritiba. Iarley está muito bem no Goiás, assim como Felipe (ex-Náutico). O próprio Sport foi campeão da Copa do Brasil com veteranos como Dutra e Sandro Goiano. Então, vale o ditado normalmente usado para valorizar os jovens: “qualidade não tem idade”. Quando Finazzi veio para cá, poucos acreditavam que ele ainda tivesse lenha para queimar. O mesmo se passou com Marcelo Ramos. Ambos não marcaram época, mas fizeram seus golzinhos e foram importantes.

Paulo Baier é um excelente cobrador de faltas e de pênaltis. É bom ainda nos cruzamentos, algo que perdemos com a saída de Netinho. Além disso, a chegada dele é o símbolo que eu já vinha comentando. Eu disse que Moraci Sant’Anna seria um sinal da diretoria para a comunidade atleticana de que estava fazendo alguma coisa para reverter o quadro e esse fato poderia acarretar uma mudança de ares. Paulo Baier tem o potencial de fazer o mesmo. Vai animar o grupo, a torcida e se tudo der certo, virar o referencial dessa equipe. Assim espero. E bato na madeira três vezes. Longa vida, Paulo Baier!

4 Junho, 2009

Baier vem ou não vem?

Por que tudo é tão complicado no Atlético?

Por que tudo é tão complicado no Atlético?

A torcida atleticana já tem uma nova novela para acompanhar: Paulo Baier. Desde que o jogador brigou com Nelsinho Baptista, começaram a surgir especulações de que ele poderia acabar no CT do Caju. Geninho confirmou o interesse, Marcos Malucelli também e a diretoria do Sport aceitou negociar. O penúltimo capítulo revelou que Emerson Leão, novo técnico do time pernambucano, pediu para suspender a transferência. Mas no último, a diretoria do Sport disse que não tem mais clima para o jogador e ele será liberado. Resta saber se o Furacão levará a melhor ou o jogador acabará no Santos ou no Galo. Vamos ficar ligados…

2 Junho, 2009

Links atleticanos

Começo essa nova seção do Sangue Forte indicando um site feito por torcedores atleticanos “exilados” no Planalto Central. O Blog da Embaixada Furacão em Brasília reúne comentários, fotos e agenda de encontros da galera rubro-negra na capital federal e muito mais. Há também notícias sobre o Rubro-Negro e assuntos interessantes à comunidade (como uma campanha muito legal de doação para uma garota que sofreu um grave acidente, mostrando a preocupação em ajudar ao próximo tão característica da torcida atleticana).

O blog é capitaneado pelo atleticano Emilson Júnior e estreou justamente na data do aniversário de fundação do clube, 26 de março. Em pouco mais de dois meses, já acumulou quase três mil visitas. Gostei muito da iniciativa do pessoal de Brasília. Outra Embaixada, a de Campo Grande, também tem um blog (assunto para outro post). Creio que seria interessante se todos os Embaixadores seguissem o exemplo.

O endereço do Blog da Embaixada Furacão em Brasília é http://embaixadafuracaobsb.blogspot.com/

1 Junho, 2009

O que dizer?

Mais uma derrota e mais uma atuação desanimadora. O Atlético se arrasta no Campeonato Brasileiro e olha que ele mal começou. Não há muito o que dizer além do que já foi dito. O time carece de qualidade, a preparação física é uma lástima e Geninho não está oferecendo soluções – para dizer o mínimo. A solução passa por reforços, mas eu acho que é preciso mais. É preciso que a diretoria lidere uma ampla mobilização. A torcida espera medidas firmes e que sejam sinais de que alguém está preocupado com a atual situação.

Um exemplo seria a contratação de Moraci Sant’Anna. Ridênio Borges poderia voltar a exercer a função que exerceu no ano passado, como auxiliar de Geninho e do próprio Moraci. O retorno do preparador físico consagrado seria um baita de um recado à torcida e aos jogadores. Representa o compromisso da direção com tirar o Atlético desse buraco. Tenho certeza que isso animaria muitos torcedores e produziria uma nova onda de otimismo. No embalo desta onda, uma vitória seria muito significativa e poderia representar uma mudança definitiva de cenário.

31 Maio, 2009

Furacão no Rio

Hoje é dia de Furacão no Rio de Janeiro. Vamos ao Maracanã para enfrentar o Flamengo. Na atual fase, será uma pedreira. Precisamos vencer de todo jeito, para recuperar os pontos perdidos nas primeiras rodadas. Mais do que isso: para recuperar a confiança da torcida neste time. Não será tarefa fácil, mas o Atlético tem em sua história muitos episódios de superação. Hoje pode ser mais um. Eu acredito.

29 Maio, 2009

Nosso legado

Achei esse vídeo no YouTube. O autor é o atleticano petercomix. É de 2007, mas acho que tem tudo a ver com o momento atual do Atlético e com os propósitos do blog. Veja aí:

24 Maio, 2009

Pra cima de mim, não!

“É claro que a gente sabia que seria um risco a utilização dessa garotada. É um time que ainda oscila, faz um bom período e depois cai” (Geninho, após a derrota para o Náutico)

Essa é a nova desculpa do Atlético. O time está perdendo os jogos porque é jovem. A explicação seria a seguinte: como foram promovidos muitos garotos das categorias de base, a equipe é inexperiente e paga o preço do noviciado. Tem bons momentos, mas acaba fraquejando e sendo superada em momentos decisivos. A tese faz sentido. Resta saber se é verdadeira. Vamos aos fatos:

1 – O time é mesmo jovem?

Tomemos a escalação titular do jogo contra o Náutico para análise. Primeiro temos de decidir qual é o critério para definir juventude. Pode ser meramente a idade, mas isso não diz tudo. Por uma série de fatores, jogadores muito jovens estão sendo promovidos às equipes profissionais. Acho que o critério que pode ser estabelecido é o fato de nunca ter disputado um Campeonato Brasileiro da Série A. Do time titular contra o Náutico, apenas dois atletas se encaixam neste quesito: o lateral-direito Raul e o atacante Wallyson.

Todos os demais já jogaram Campeonatos Brasileiros. Não são “garotos”, na expressão usada por Geninho. Galatto passou por momentos dificílimos no futebol. Esteve na Batalha dos Aflitos. Experiência para ninguém botar defeito. Antônio Carlos, Marcinho e Rafael Moura ainda não são veteranos, mas têm rodagem. Já jogaram no eixo Rio-São Paulo e no exterior. Chico, Rafael Santos e Márcio Azevedo estão no início de carreira, mas também não são novatos. Já estavam aqui no ano passado no momento delicadíssimo da luta contra o rebaixamento. Enfrentaram uma pressão muito maior do que esta de início de campeonato. Não haveria nenhum motivo psicológico para tremerem agora. Pelo menos não por falta de experiência. Rafael Miranda veio recomendadíssimo por Geninho e foi colocado imediatamente no time justamente por sua experiência – muitos anos de Galo, inclusive no calvário da Segundona.

Quer dizer, restariam só dois jogadores que poderiam se encaixar no conceito de “garotada”: Raul e Wallyson. Mesmo assim, com certa experiência. Raul jogou pelo menos uma dezena de competições oficiais pelas seleções brasileiras sub-15 e sub-17. Vão dizer: é diferente jogar na base e no profissional. É verdade, mas disputar competições oficiais no exterior com a camisa canarinho não é uma experiência desprezível. Wallyson é um novato em Série A, mas já jogou a Série C pelo ABC, enfrentando todo o tipo de dificuldades imagináveis, e foi ídolo de uma torcida respeitável. Não é pra qualquer um. Quer dizer: mesmo os mais novos não são assim  tão ingênuos.

2 – Os jovens tremeram?

Vamos em frente: ficou claro que o time fraquejou pela inexperiência da “garotada”? Um dos novatos, Wallyson, marcou os dois gols do Atlético. Foi o melhor jogador do time. Se houve alguma oscilação, foi para cima e não para baixo. Raul também fez uma boa partida. Quem falhou decisivamente foi o sistema defensivo, especialmente Galatto e os zagueiros de área. O tarimbado Marcinho esteve apagado. O experiente Rafael Moura mal tocou na bola. Quer dizer, ficou evidente que os erros não foram relacionados à juventude do time. Podem ser atribuídos à qualidade técnica e à formação tática, mas não à inexperiência.

3 – Não tem jeito de dar mais experiência ao time? – Parte I

Geninho tem no banco de reservas um jogador que simplesmente tem no seu currículo a disputa de um Copa do Mundo e de uma Libertadores da América. Título de campeão nacional e passagem pelo Bayern de Munique, um dos maiores clubes do mundo. Seu nome é Julio dos Santos. Joga em uma posição carente neste time, a de armação de jogadas. Mas ele não joga. Não se sabe o porquê. Fez uma partida ruim contra o Coritiba, é verdade. Mas não teve mais nenhuma chance depois disso. Pelo menos no segundo tempo poderia ser testado. Se Geninho estava preocupado com a “oscilação” da garotada, por que raios colocou Pimba e não Julio dos Santos? Não tem explicação.

Aliás, Julio dos Santos teria de ter entrado quando Geninho decidiu que iria sacar Wesley. Se a ideia era recompor a defesa com três zagueiros para suportar a pressão dos três atacantes do Náutico, a solução mais adequada seria recuar Chico (eleito o melhor zagueiro do Paranaense) para jogar ao lado de Antonio Carlos e Rafael Santos. Julio dos Santos entraria para segurar a bola no meio-campo, organizar o time e, como queria Geninho, trazer calma ao time. Além disso, sua entrada sinalizaria a todos os jogadores que o técnico não abriria mão de atacar o adversário, mesmo já em vantagem. Mas Geninho optou por colocar Gustavo, mais um zagueiro, e deu o sinal: vamos nos retrancar. Pior do que a entrada do zagueiro foi o que ela representou. Um símbolo de covardia, da falta de confiança do técnico em seus comandados.

Julio dos Santos não entrou em campo nem depois, quando Geninho optou por tirar Marcinho. Desta vez, o escolhido foi Pimba, de 18 anos, 30 jogos pelo Atlético e nenhum gol marcado. Um currículo nada animador para o meia-atacante. Julio dos Santos continuou no banco. Depois, o técnico reclamou da falta de experiência. Dá para entender?

4 – Não tem jeito de dar mais experiência ao time? – Parte II

Havia uma maneira bem eficiente para dar mais “cancha” aos guris. Seria a de ter promovido a entrada deles durante o Campeonato Paranaense. Raul, Fransérgio, Patrick e Manoel poderiam muito bem ter atuado em mais partidas do Estadual. Todos os clubes do Brasil usam os campeonatos estaduais para arrumar o time para o Brasileiro. O Atlético não fez isso. Vão dizer: se tivesse feito, correria o risco de ter perdido o título. Não concordo. É impossível discutir o que teria acontecido se os jogadores tivessem sido outros. Mas para não ir muito longe, diria apenas que esses novatos poderiam pelo menos ter participado do segundo tempo de jogos contra Paranavaí, Cianorte, Iraty, Paraná etc. Já ajudaria a dar entrosamento com essa equipe. Mas o Atlético parece que foi surpreendido com a chegada do Campeonato Brasileiro. De uma hora para a outra, surgiu essa competição e precisamos usar os “garotos”.

5 – Mas falta alguma coisa ao time?

Claro que falta. Para começar, o time carece de qualidade técnica. Falta principalmente um meia armador que faça o time jogar, crie opções de ataque e chegue na frente para concluir. O time também precisa de um líder. Já escrevi isso antes e repito: precisa de uma liderança. Isso é diferente de experiência. O sujeito pode ser o mais experiente do mundo e não ser um líder. E pode ser um garoto líder (embora isso seja mais raro). Um jogador assim seria suficiente para contagiar o grupo, mexer com os brios de todo mundo depois de levar um gol e evitar uma derrota vergonhosa como estas duas últimas. Por fim, falta Geninho definir uma equipe titular e uma formação tática.

6 – Concluindo

O time não é tão experiente quanto quer pintar Geninho. A espinha dorsal da equipe é a mesma do ano passado e ficou bastante calejada com a luta contra o rebaixamento, quando a pressão era muito maior do que agora. Além disso, os jogadores mais jovens não cometeram erros fatais – ao contrário, eles têm jogado bem. Para finalizar, o Atlético possui jogadores tarimbados e de reconhecida qualidade técnica que não vêm sendo aproveitados. Falta, porém, um capitão.